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domingo, 21 de agosto de 2011

Presidenta Dilma Depurar para governar


O repúdio à corrupção não é, nem poderia ser, um privilégio moral de um determinado segmento da sociedade. Esse processo - que envolve corruptores quase sempre convenientemente esquecidos e corruptos devidamente expostos - deve merecer a rejeição de todos os cidadãos conscientes de que o espaço social não existe para que fraudadores se beneficiem dos recursos gerados pelo povo e geridos contra o povo.


Doença crônica em sociedades como a nossa, o processo de corrupção não goza de exclusividade nesse ou naquele grupo partidário. Uma pessoa bem intencionada e informada sabe disso: os que hoje acusam ou denunciam setores governamentais como corruptos ontem incorreram na mesma prática. Talvez haja realmente, agora, entre os brasileiros, uma reação de maior intensidade, seja pelo crescente e efetivo desempenho da Polícia Federal - nunca tão ativa em tempos passados -, seja pelo propósito de alguns setores de desqualificar o governo Dilma e inviabilizá-lo.

A corrupção tem que ser combatida, sim, e de todas as formas, em uma sociedade em que o chamado “jeitinho” aparece como característica do “homem cordial” brasileiro, e na qual predomina – praga contemporânea no mundo inteiro – uma postura que alguém já mencionou como de “multiplicação de bens e diminuição de valores”, e que elege como razões de viver o sucesso, o prestígio, o status e a fortuna, independentemente dos meios pelos quais isso se obtenha.

Se a denúncia de atos fraudulentos tem motivações várias , sempre é bom saber distinguir as fontes, analisar-lhes os objetivos. Sem esquecer os notórios fatos que envolveram, no governo Lula, figuras do PT (e que estão sendo objeto do competente julgamento), não sejamos hipócritas: é risível verificar, nos meios políticos de hoje, um partido como o DEM (do Arruda) posando de bastião da moralidade, ou os tucanos do PSDB (o da compra de votos para a reeleição presidencial ou do mensalão mineiro) atirando suas pedras e, com o apoio da grande mídia que fala sozinha neste país, tentando “colar” o rótulo da corrupção, de forma indiscriminada, em todo o universo governamental.

E mais: o processo fraudador não está apenas na ambiência dos organismos públicos. Estou escrevendo este texto quando ouço que a PF desbaratou uma quadrilha de empresários (cerca de 300) responsáveis por sonegações que chegam a um bilhão de reais. Deve ser mais um exemplo da eficiência da iniciativa particular...

Feita essas ressalvas, julgo que é preciso dizer, com todas as letras, que o projeto de inclusão social e de redução das desigualdades - implementado por Lula, com aprovação que valeu a eleição da presidenta Dilma – corre sério risco de ser desarticulado se não se levarem a cabo duras medidas contra as ações de corrupção. Os setores interessados em boicotar ou neutralizar a ascensão dos excluídos – e entre eles, a hegemônica mídia (de)formadora de opinião que praticamente se omitiu, antes, diante de fatos similares ocorridos em governos de outro matiz ideológico - sabem que só contam com o argumento da moralização das práticas de governo e do uso do dinheiro público para sensibilizar, no sentido do retrocesso, os cidadãos brasileiros que vêm apoiando esse projeto social. Um retrocesso que, sabemos todos, traria de volta o neoliberalismo e a elitização rejeitados nas três últimas eleições presidenciais.

A presidenta Dilma – em cujos sinceros propósitos acredito - deve, sim, claramente, posicionar-se no sentido de extirpar os focos de corrupção. Não cabe qualquer tipo de “blindagem” ou omissão nocivas à cidadania. O procedimento deve ser feito onde houver razões que o justifiquem, nessa malfadada “base” governamental que abriga, em autêntico “saco de gatos”, políticos de moralidade para lá de duvidosa, muitos deles, aliás, que sustentaram outros governos de outros atores políticos, hoje na oposição.

Aqui, um grande problema. Como fazer isso sem afetar a “governabilidade” necessária ao combate à miséria, aquilo que a própria Dilma chamou de “verdadeira faxina”? A imprensa noticia – com indisfarçada satisfação – que há um segmento de “aliados” do governo , à frente o PMDB, que, descontentes com cortes no orçamento e demissões por corrupção, ameaçam boicotar os projetos da Presidenta.

Para mim, não há solução que dispense a transparência. Dilma não pode admitir o contágio, tem que repudiar a chantagem, denunciando-a claramente junto ao povo. E dando nome aos bois. Mas, para isso, não precisa e não deve se aproximar dos hipócritas da oposição. A partir de sua firmeza, o próprio povo saberá fazer o resto, expurgando, nas ruas e nas urnas, quando chegar a hora, essa turma de aproveitadores.

Os males do Brasil não desaparecerão, em um passe de mágica, com o extirpar da corrupção. Seria até fácil se ela fosse, como nos querem fazer crer, a causa de todos os nossos problemas, que passam, isso sim, pelos acintosos índices de desigualdade social. Acredito que temos um governo disposto a nos fazer crescer com dignidade, mas, sob pena de perdermos o bonde da história, impõe-se, neste momento, uma depuração.

m/RadioXfm989Sp-br

Algema neles ! nos donos dos botaforas de Itapecerica da serra

Já houve essa repulsa às algemas quando alguns larápios do andar de cima vinham sendo algemados e não eram cobertos pelo casaco de algum policial que os prendia. Expediu-se até uma norma instrutiva com definição de quem e como deveriam ser utilizadas.




Agora, a presidenta Dilma Rousseff encabeçou novamente o alto escalão que se insurge sempre contra policiais que algemam seus escolhidos diretos, ao serem presos por roubarem o dinheiro de todos os brasileiros. Não resta dúvida de que os corruptos convictos obtiveram uma vitória retumbante com o apoio da presidenta. Somente ela vai perder com esse apoio, já que a presidenta e seu ministro da Justiça demonstraram estar do lado errado; do lado errado. Essa reprovação às ações da Polícia Federal só vêm quando envolve gente de cima. Ninguém nunca se manifestou contra, enquanto apenas os pobres eram expostos, inclusive com uma levantadinha no queixo, efetuada pelos próprios policiais, para os flashs das televisões e de fotógrafos.



Aqui em Itapecerica da serra,estamos presenciando policiais fiscais funcionarios da prefitura todos envolvidos no bota fora, isso e so a ponta do gelo que esta por vir nessa administração feita por erros corrupção generalisada em todos os setores da prefeitura mazelas que deixa nosso muncipio em uma situção muito ruim .



Defesa dessa ordem tem colado no Partido dos Trabalhadores e nos seus presidentes uma aversão à ética e lisura com o dinheiro e bens públicos. A presidenta foi de uma infelicidade ímpar ao mencionar que a faxina deve ser da pobreza. Uma não exclui a outra. Caso o dinheiro público fosse menos, ou não fosse, roubado, possivelmente o Brasil já tivesse faxinado a miséria do seu povo.



Os ministros dos novos focos de corrupção agora não conhecem nem os seus principais auxiliares, mesmo alguns sendo amigo desde a infância. O do Ministério dos Transportes sequer conhecia um “auxiliar” que, por ordem dele mesmo, entrava pelo elevador privativo, tinha sala exclusiva e funcionários do ministério para auxiliá-lo.
Dilima Rousseff só vai perder muito se mudar a postura e mantiver o ministro do Turismo e outros que vierem a ser denunciados, pois, pelo andar da carruagem, parece ser questão de tempo. Ela não tem o carisma que absolvia Lula de todas as denúncias e o respaldou sempre, mesmo sempre a favor dos seus aloprados.

As ações da Polícia Federal incomodam por ser a única punição efetiva que os larápios sofrem. Quando as apurações caem nas mãos do Poder Judiciário, o tempo os tem absolvidos, ou pela já corriqueira falta de provas; ou pela indústria da prescrição. Se Deus for mesmo brasileiro, em 2012, o brasileiro assistirá a maior sessão circense de sua história, quando o Supremo Tribunal Federal absolverá a maior quadrilha da República. Como costuma recomendar o ministro Marco Aurélio Mello, a liturgia do cargo será devidamente observada, com aquela linguagem ininteligível para os mortais; milhares de leis e artigos serão citados, uns combinados aos outros e no final...



A carta de alforria atestará que vale a pena roubar dinheiro público no Brasil, desde que não seja funcionário de nível médio para baixo. Qualquer punição, quando raramente ocorre, não os leva ao xadrez, muito menos devolve um centavo aos cofres públicos.

Jamais denominarei de “desvio de verba”, “pagamento de propina”, “preços acima do mercado” e outros eufemismos dissimulados para o que verdadeiramente é: roubo de dinheiro público, qualificado, por ser praticado por gente que teria o dever e é bem pago, com dinheiro da sociedade, para zelar por ele. Não falta o requisito violência, como muitos podem imaginar. Ela está presente quando os funcionários são obrigados a praticarem atos ilegais por seus superiores. A resistência à coação tem limites, e a maioria não suporta.

Por enquanto, a sociedade deve apoiar a Polícia Federal para, somente ela, como deve ser, analisar e decidir se há ou não necessidade de algemá-los. E deixar muito claro à presidenta Dilma duas opções para seu atual mimo da corrupção: demiti-lo ou demiti-lo, já tardiamente. Poderia até repensar quanto à demissão do ministro do Turismo, por ter sido escolhido em razão do seu conhecimento profundo do ofício, como provou o pagamento com dinheiro público de passeio turístico a um motel. Deve ter comido muito bem, ou não, com o dinheiro público. Motel serve comida?


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O XFX WarPad

O XFX WarPad™


FXGS2LAYER

O XFX WarPad™ tem bordas resistentes. Sua inovação única em tecnologia de jogos é um mousepad desenvolvido para eliminar o atrito e o desconforto durante sessões de jogos e trabalho longas e intensas. O XFX WarPad™ tem uma base tão confortável e resistente que seus concorrentes podem se cansar muito antes de você.



O XFX WarPad™ tem o Edgeless Support System™ (ESS) que posiciona e amortece seu pulso e antebraço durante o uso contínuo do mouse. Esqueça as marcas que ficam em seu antebraço provocadas pelas bordas duras de sua mesa. Ele permite que seu pulso e antebraço deslizem tranquilamente por sua superfície macia e modelada para garantir o melhor desempenho.


Sua fácil aderência a qualquer borda de mesa de até 2" de espessura e exigindo apenas uma base de 2" de profundidade para se apoiar, o XFX WarPad™ é fácil de enrolar e você pode levar para onde quiser. Com seu recurso de aderência exclusivo, você não precisa se preocupar se o mousepad vai deslizar pela superfície.
Esse mousepad revolucionário tem 43 x 35 cm. Seu tamanho generoso ajuda a acomodar jogos e projetos de várias telas. De jogador para jogador, o XFX WarPad™ foi elaborado criteriosamente pelos desenvolvedores de produtos da XFX para atender a qualquer necessidade de usuários intensivos. O XFX WarPad™ foi testado e elogiado por jogadores casuais, profissionais, estudantes e campeões do mundo dos jogos para garantir que sua ergonomia seja perfeita para qualquer usuário.



Se você quiser ficar na ponta em seu jogo, mas não quer sentir a dor da ponta da mesa em seus braços, o XFX WarPad™ é tudo o que você sempre sonhou.

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Criança Desaparecida na Região de AVARÉ

TRATA-SE DA FILHA DO ENGENHEIRO

JULIO CESAR FLORES BORRAZ DE AVARÉ
Transmita esta foto a todos que puder, nunca se sabe......
Minha filha tem 13 anos, Ashley Flores, está desaparecida desde duas semanas. Pode acontecer que se todos passarem esta mensagem, alguma pessoa reconhecerá ela. Pessoas descobriram este método. Internet circula no mundo inteiro... por favor, passa esta mensagem a todos seus contatos. Graças a tudo isso pode-se achar minha menina.
Eu peço a todos, eu imploro a todos, por favor passe esta imagem a todas as possíveis pessoas. Ainda não é tarde por favor, me AJUDE. Sim se você tiver informação, contata-se com:
Telefone da radio XFM 98,9
11.3843.1111

Só precisa de 2 minutos necessários para fazer circular esta mensagem. Se fosse seu filho você faria até coisa impossível para obter ajuda.

Deus premiará a tua bondade

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Processo Seletivo Unisa de Itapecerica da Serra Para turma de Outubro 2011

Processo Seletivo Agendado
TURMAS DE OUTUBRO / 2011
Pólo ITAPECERICA DA SERRA - 1072
Informar a capacidade do pólo, distribuíndo o numero de candidatos possíveis em cada sala.
Não informar salas já ocupadas por alunos veteranos."
Total Sala Sala Sala Sala Sala Sala Sala Sala Sala Sala

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

1ª Data 08/09/11 50 Candidatos 50
2ª Data 11/09/11 300 Candidatos 50 50 50 50 50 50
3ª Data 17/09/11 300 Candidatos 50 50 50 50 50 50
4ª Data 19/09/11 50 Candidatos 50
5ª Data 21/09/11 250 Candidatos 50 50 50 50 50
6ª Data 24/09/11 300 Candidatos 50 50 50 50 50 50
7ª Data 25/09/11 300 Candidatos 50 50 50 50 50 50
Total 1550
Processo Seletivo Agendado
TURMAS DE OUTUBRO / 2011

Marque o número total de vagas nos cursos de interesse

100 Engenharia Ambiental - MOD IV - 4ª feira (Noite) 50 Administração - MOD I - 3ª feira (Noite) Total

1400
100 Engenharia Ambiental - MOD II - Sábado (Manhã) 100 Administração - MOD I - Sábado (Manhã)

100 Engenharia Produção - MOD IV - 4ª feira (Noite) 50 Serviço Social - MOD III - 4ª feira (Noite)
100 Engenharia Produção - MOD II - Sábado (Manhã) 100 Serviço Social - MOD II - Sábado (Manhã)
100 Pedagogia - MOD I - Sábado (Manhã) 50 Segurança no Trabalho - MOD I - 3ª feira (Noite)
50 Pedagogia - MOD I - 2ª feira (Noite) 100 Segurança no Trabalho - MOD I -Sábado (Manhã)
50 Pedagogia - MOD II - 5ª feira (Noite) 50 Gestão de RH - MOD IV - 2ª feira (Noite)
50 Letras - MOD IV - 6º feira (Noite) 50 Gestão de Logística - MOD IV - 2ª feira (Noite
100 História - MOD IV - 6ª feira (Noite) 50 Gestão Financeira - MOD IV - 2ª feira (Noite)
50 Ciências Contábeis - MOD II - 3ª feira (Noite)
Observação: Sujeito a aprovação, em razão do limite de vagas constantes no Edital do Processo Seletivo EaD.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

MP desvenda esquema dos bota-foras em Itapecerica




A 3ª Vara Judicial de Itapecerica da Serra pediu a prisão temporária de 17 acusados de participação no esquema de bota-foras de Itapecerica. No seu relatório, constituído a partir das investigações feitas pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra, o promotor Gustavo Albano Dias da Silva traçou um roteiro da fraude, esclarecendo como se dá a participação de todos os envolvidos. A maioria dos 17 acusados foi flagrado travando conversas telefônicas onde o assunto predominante eram os bota-foras.

O promotor aponta que a corrupção aconteceu entre funcionários públicos municipais e agentes da Delegacia Ambiental. Entre os acusados estão quatro empreiteiros que atuam em Itapecerica. O primeiro é Antonio Portírio da Silva, o Nonato, proprietário de uma empresa de terraplanagem. O Ministério Público aponta que o seu principal negócio é a exploração dos bota-foras. “Ele se vale de propina a agentes públicos a fim de que os seus negócios ilícitos funcionem”, afirma o relatório do MP sobre Nonato.

O empreito Pedro Paulo Rodrigues Amorin, o Pierre, é definido como responsável por grande parte do descarte de entulho em Itapecerica. Segundo o relatório, sua função é a criação de áreas propícias para o recebimento de entulho. A investigação mostra que em vários momentos o empreiteiro teria agido em parceria com Simonei Basílio Shunck da Silva, Edwaldo Rodrigues Amorim, o Vado, Claúdio Amorim Gusmão e Jaime Damasceno.

“Durante as interceptações foram captadas diversas locuções que comprovam a ilegalidade das ações de Pierre. Alguns inquéritos foram instalados na Seccional contra os crimes do meio ambiente”, observou o promotor no relatório.

Simonei Basílio Shunck da Silva é o terceiro empreiteiro que aparece no relatório do MP e para quem é feito pedido de prisão preventiva. De acordo com o Ministério Público ele é ligado a Pierre e Vado, servindo como uma espécie de braço operacional das ações criminosas. “Ele se mostra líder em alguns momentos coordenando ações a serem executadas pelo grupo”, diz o documento.

O último empreiteiro que teve o pedido de prisão decretado é Edvaldo Rodrigues de Amorin, o Vado. Ele agiria em conjunto com os irmãos Claudio e Vado fomentando a atividade do bota-fora. O promotor aponta que no período de escutas telefônicas Vado foi flagrado procurando locais favoráveis para a realização de bota-fora, contatando pessoas interessadas no despejo de entulho. Vado chegou a ser flagrado no interior de um bota-fora e a ser encaminhado para a Delegacia Seccional de Taboão da Serra.

Após os empreiteiros o MP pede a prisão preventiva do vereador João Miranda (PSB). O relatório cita que ele travou extensa conversa com Vitor Rangel Guimarães Faria, “ficando clara a ligação de ambos com os bota-fora”. O MP demonstrou que o vereador tem o poder político em suas mãos para nomear quem bem entender nos cargos da administração pública, facilitando a prática já que esses funcionários deixavam de cumprir a função de fiscalizar.

Os funcionários públicos eram, segundo o MP, outra ponta importante do esquema. O ex-chefe de gabinete do prefeito Jorge Costa, Heleno Antônio de Menezes é um dos mais comprometidos pela investigação. As escutas telefônicas dele, segundo o Ministério Público, demonstraram o desvio de recursos municipais para fins particulares, até mesmo para o pagamento de mensalidade da faculdade uma “amante”. De acordo com o relatório do MP ele teria pago despesas de um funeral com dinheiro público e chegou a prometer a amante que daria um jeito de aprovar o irmão dela num concurso público feito na cidade.


Em relação ao ex-subprefeito do Potuverá, Irineu Rodrigues Lermes, o Irineu, o MP diz que ele recebia dinheiro para permitir os bota-foras na cidade. Ele responde a três inquéritos policiais sobre esse tipo de crime e as escutas telefônicas mostraram que ele cobrava R$ 100 por cada caminhão.


O sub-prefeito do Valo Velho, Jaime Damasceno, teria intermediado áreas de R$ 2.700.000,00 (Dois milhões e setecentos mil reais) que seria utilizado como depósito de entulho. As escutas telefônicas mostraram a sua intermediação na venda dessa e de área.

Vitor Rangel Guimarães Farias, o Vitor, responsável pela gravação do CD denúncia onde o vereador João Miranda conta detalhes sobre o funcionamento dos bota-foras em Itapecerica foi apontado pelo relatório do chefe dos investigadores da polícia civil de Taboão da Serra, Ivan Jerônimo da Silva, como sendo gerente dos bota-foras em Itapecerica. Vitor foi o único de quem as escutas telefônicas não tiveram êxito porque o telefone no nome dele estava sendo usado por outra pessoa.

O décimo investigado a ter o pedido de prisão feito é Eduardo Fadlo Bechara, o Turco, exercia a função de fiscal ambiental . O MP diz que ele se valia da função para intermediar a venda de licenças e autorização para movimentação de terra ou entulho, bem como o corte de vegetação em área de preservação ambiental, tudo em troca de propina. “Turco tem uma relação estreita com os policial Marcelo Braz, os quais burlam em conjunto a fiscalização para proveito pessoal”, afirma o relatório.


O também fiscal Emílio Carlos Anselmo tinha relação com Eduardo Fadlo e Turco. Ele é acusado de permitir o despejo de entulho sólido mediante o pagamento de propina. Numa conversas interceptadas ele aparece negociando o pagamento de propina para a movimentação de 400 caminhões de uma única vez. “Emílio diz que São Paulo inteira está querendo mandar terra Itapecerica”, diz o relatório.

O funcionário público Claudio Amorin Gusmão, o Claudinho, é acusado de agir em conjunto com Vado e Pierre na exploração econômica dos bota-foras. Claudio agia tentando garantir que a administração atendesse aos interesses dos irmãos empreteiros. Ele obtinha autorização de obras de fachada para encobrir o descarte de entulho. Ele tinha acesso direto ao secretário de Meio Ambiente, Luis Pires, e o ex-administrador da Regional Valo Velho, Jaime Damasceno.

O fiscal Cesar Antônio Musse Juraige ajudou a intermediar a venda de uma área de $ 2.700.000,00 (Dois milhões e setecentos mil reais) que seria utilizado como depósito de entulho, junto com Turco e Jaime Damasceno. A área seria próxima ao “Cadeião”. Ao ser questionado se a área dava pra jogar entulho ele disse se tratar de um paraíso para quem tinha dinheiro.

Os quatro últimos envolvidos na fraude são os policiais militares Marcelo Braz, Fábio Lino dos Santos, o Lino, Edson Luis Carnelós e Júlio Cesar Valente. Todos são integrantes da polícia ambiental e são acusados de receber dinheiro para favorecer os bota-foras dificultando a sua fiscalização.

domingo, 14 de agosto de 2011

Os princípios (e fins) editoriais


Um grande jornal do Rio fez publicar, recentemente, os princípios editoriais da empresa a que pertence. Um tratado sobre o óbvio. Ou, se quiserem, a redescoberta da roda... Qualquer jornalista sério terá aprendido, por exemplo, nos bancos universitários ou na experiência vivida, que “isenção”, “correção” e “agilidade” são “atributos de informação de qualidade”. Ou será que, no plano teórico, alguém é capaz de explicitar como virtudes da informação a parcialidade, a incorreção e o atraso na veiculação da notícia?


O documento segue essa linha da obviedade e acaba constituindo, por isso mesmo, um convite a reflexões. O que terá levado à explicitação desses postulados? Arrisco a suposição de que, por trás da iniciativa, pode estar uma certa perda de espaço da grande mídia na credibilidade pública, fruto da presença crescente de opções midiáticas alternativas que, sem os compromissos dos órgãos hegemônicos, estabelecem diariamente um contraponto para os leitores também crescentes, com conteúdos mais profundos e esclarecedores. Mas penso também que a motivação pode ser um certo temor de que se venham a efetivar , no Brasil, algumas medidas controladoras da responsabilidade dos órgãos majoritários.

De qualquer forma, o documento – tenha as finalidades que tiver, até mesmo a de querer convencer os leitores de que a prática dessa empresa jornalística atende àqueles princípios teóricos – acaba sendo, em alguns pontos, um excelente exemplo de confirmação do dito popular do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, extensivo à toda grande imprensa.

Logo no início do texto, discursa-se sobre o direito ao contraditório que “deve ser sempre acolhido” e afirma-se que “todos os diretamente envolvidos no assunto têm direito à sua versão sobre os fatos, expressão de seus pontos de vista ou a dar as explicações que considerar convenientes”. Perfeito. Mas, para ficar em um único episódio, quando essa mídia denunciou o “descalabro” que era o Ministério de Educação deixar sair um livro didático que “estimulava o erro gramatical”, só me lembro de umas poucas linhas , ou talvez uns parcos minutos, em que a pobre professora , então acusada do que não fez, apresentou suas razões. Em contrapartida, recordo-me de muitos programas com “especialistas” sobre o assunto, que disseram, aliás, barbaridades que um verdadeiro especialista não diria. E hoje, passados poucos meses do episódio, convenientemente esquecido em função das numerosas manifestações de rejeição àquela abordagem tecnicamente errada e descontextualizada, não tomei conhecimento de que a professora tenha sido procurada por quem quer que seja para, ao menos, desculpar-se do mal que lhe causaram.

Uma outra “cláusula” do documento nos informa que os jornalistas não podem se engajar em campanhas políticas. A “norma” fala em “anunciar publicamente apoio ou usar adereços que os vinculem a partidos”. E precisa? Os jornalistas têm esse engajamento garantido de outra forma, através da própria linha editorial do órgão a que pertencem e da pauta que encaminha essa linha. E, mesmo nos momentos eleitorais, tem-se passado sutilmente por cima das determinações da justiça eleitoral, para fazer proselitismo político. Quem não se lembra daquela noite em que, às vésperas da última eleição presidencial, dedicou-se quase todo o espaço de um jornal noticioso a uma reportagem “investigativa” que pretendia provar que gato é lebre, ou seja, que uma bolinha de papel é um perigoso e violento instrumento de agressão?... O Estadão, nas eleições, assumiu que tinha um candidato e ponto final. Não seria mais correta essa postura por parte de todos?

Em outro tópico, está dito que nenhum veículo “fará uso de sensacionalismo, a deformação da realidade de modo a causar escândalo e explorar sentimentos e emoções com o objetivo de atrair uma audiência maior”. Divino princípio. Tudo o que desejamos. Deve ter sido o que norteou as reportagens, 24 horas no ar, dessa e de outras empresas, sobre a invasão do complexo do Alemão ou sobre as mortes da escola de Realengo. Nenhum sensacionalismo, nenhuma exploração de sentimentos e emoções...

Reconhece o documento que “cada veículo tem um público-alvo”, mas que, “todo público tem um alto poder de discernimento e entendimento e o menos culto dos homens é capaz de decidir o que é melhor para si”. Deve ser por isso que os canais abertos da TV brasileira sonegam, para a grande massa seguidora do Big Brother Brasil, da Fazenda, do Zorra Total e outros do gênero, as informações mais elaboradas que, sobre um mesmo fato, oferecem aos esclarecidos espectadores dos canais fechados...

Afirma-se, como outro princípio, que os veículos da empresa “têm um dever de lealdade com seus jornalistas, e tudo devem fazer para protegê-los em sua atividade, fornecer-lhes meios adequados de trabalho e ampará-los em disputas provocadas por reportagens que publicam”. Não sei se essa passagem pode ser avalizada, por exemplo, pela ex-repórter Cristina Guimarães que, ao comentar a forma como foi conduzido pela sua emissora o caso Tim Lopes, do qual participou, disse, em resumo, que, se dependesse da empresa, ela estaria morta. Ela está exagerando? Não posso julgar. Mas merecia resposta. Ou não?

È isso aí. O problema não é a grande mídia agir como age, informando o que interessa, do jeito que interessa. O mal é ela falar sozinha e os brasileiros não disporem, nesse âmbito, de um contraponto sério para o contraditório. Esse é um segmento que parece querer assumir a posição de liderança política no país, sem submeter-se ao crivo popular. Mas, a julgar pela necessidade da publicação dos tais princípios – indiscutíveis na teoria mas nem sempre adequados à prática -, parece que alguma coisa não está dando certo... Felizmente...

Em tempo: Não cabe na extensão desta coluna, mas acabou de sair uma Nota Oficial da Aeronáutica que, questionando reportagens do “Fantástico” e do “Bom dia Brasil”, repudia-as, por apresentarem “falta de Correção” e “falta de Isenção”. É bom ler.



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