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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Embu participa do revelando Vale do Ribeira SP, de 22 a 26/6

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Pelo terceiro ano consecutivo, Embu das Artes participa do Revelando Vale do Ribeira, agora em sua oitava edição. Será de 22 a 26 de junho, das 9 às 22h, no Centro de Eventos Casemiro Teixeira (Rua Ana Cândido Sandoval Trigo, s/nº, no bairro Canto do Morro, Iguape, SP). A cidade embuense participará do evento com estande de artesanato, atelier coletivo com arte ao vivo, exposição e venda de cerâmica, pintura naif, escultura de madeira e trançados e cestaria.




Embu das Artes será representada por alguns de seus importantes artistas, como José Itamar Lucas, singular no trançado e cestaria de cipó, fazendo animais, oratórios, bonecos e vasos; Jovino Gama, filho do lendário Mestre Gama e um dos mais destacados escultores de madeira da cidade, com belos trabalhos de cedro, mogno, canela, ipê e peroba; Luiz Roberto da silva, com trabalhos de terracota e que se caracteriza por retratar imagens de pessoas, como pescador, tocador de viola, vendedor de frutas, escultor e o São Francisco colorido; Sílvia Lea, que levará 25 obras, incluindo São Jorge, Antônio Conselheiro, catadora de trigo, pássaros, baianas, todas com o toque singelo naif, e Paulo São José, que faz galinhas d’angola e caipira, fieiras de peixes pintados naif, a escultura do Divino e que, como os outros, busca interagir com o público por meio de oficinas que funcionam durante o Revelando.





Para saber mais clique aqui e acesse o site do Revelando



Elke Lopes Muniz

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Embu investe na leitura

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Abertas as inscrições para o VI Festival de Calouros de Embu

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Se você é o tipo de pessoa que gosta de cantar debaixo do chuveiro, dançar, imitar alguma personalidade, declamar poesias, fazer trabalhos manuais ou qualquer manifestação artística, não pode perder essa oportunidade de mostrar seu talento. Estão abertas, até o dia 15/7, as inscrições para o VI Festival de Calouros Arte pela Diversidade.




O evento ocorrerá no dia 31 de julho (domingo), das 9 às 22 horas. As apresentações foram divididas em duas categorias: adulto e infantil. A primeira é composta por três subcategorias: trabalhos manuais (pintura, escultura, entre outros), música (cantores, coral, instrumentistas e bandas) e dança/outros (declamação de poesias, mímica, performances em geral). Já na infantil pode apresentar dança, música, declamação de poesias dentre outras apresentações.



Os calouros poderão se inscrever para apresentações individuais ou em grupo pelo site (ver link abaixo). Para a categoria Trabalhos Manuais, as inscrições serão realizadas apenas no Centro de Convivência Conviver. Eles terão cinco minutos para apresentação e haverá premiação simbólica para os três primeiros colocados de cada categoria. Também serão premiados a originalidade do calouro e torcida, participação nos festivais e calouro mais velho e mais novo.



Às 13h30 haverá a apresentação do espetáculo “Ponto de Fuga”, do programa DST/ AIDS de Embu das Artes.



A única condição para inscrição é de que a pessoa, ou grupo, seja calouro e não profissional.



Mais informações no Conviver (rua Alberto Giosa, 320 – Quinhaú – Parque do Lago Francisco Rizzo), pelo telefone: 4781-5728 ou e-mail: conviver@embu.sp.gov.br.



Júlio Marcondes





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Participe do Animaembu dias 18 e 19/6

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Embu das Artes apresenta neste fim de semana o Animaembu Nippon Matsuri 2011, programa que faz parte da Semana da Cultura Japonesa iniciada em 10/6 com a abertura da Exposição Nikkei Arte e Craft e outras atividades. O Animaembu será realizado nos dias 18 e 19/6, sábado e domingo, a partir das 9 horas, no Parque do Lago Francisco Rizzo (Rua Alberto Giosa, 320). Ele inclui várias atividades, como shows das bandas NouHaw e Tatsu, Festival de J-Pop e J-Rock com bandas e malabarismo, teatro cosplay com grupo Hokage, ofcinas de mangá e origami. Também haverá Exposição de Orquídeas e Bromélias. Consulte a programação, com entrada gratuita, a seguir e participe. Há atrações para todas as idades.




Programação

18/6, sábado

10h – Match Akita

11h – Taikô e premiação do concurso de pintura infantil

12h30 – artes marciais Sumô

13h30 – teatro Cosplay com o grupo Hokage e desfile kawaii

14h30 – concurso de Animekê

16h – Taikô e ”Vamos dançar na roda!” na praça

17h – Festival J-Pop e J-Rock com banda Megadriver

23h – encerramento



Durante todo o dia



Na praça: Batalha campal, EtnoPop oficina de animekê, cosplay, mangá, “Vamos dançar na roda!”, bom-odori, matsuridance, dança folclórica e taikô

No pavilhão: vídeogame saga, torneio PES, comix book shop



Nas tendas: Exposições: IKEBANA, Pintura infantil, Ilustração, ORIGAMI, cardgame / RPG, oficinas shodô, sumiê, oshibana, washiê, mangá, go, soroban, kirie, origami, haikai



19/6, domingo

10h – Taikô

11h – premiação do concurso de mangá

11h40 – artes marciais – Sumô

12h40 – banda Nouhaw

13h20 – teatro cosplay com grupo Hokage

14h – Taikô e “Vamos dançar na roda!” na praça

15h – palestra de dublagem com Élcio Sodré

16h30 – concurso de cosplay

18h – banda Tatsu

19h – encerramento



Durante todo o dia



Na praça: Batalha campal, etnopop, oficina de animekê, cosplay, mangá; “Vamos dançar na roda!”, bom-odori, matsuridance, dança folclórica e taikô



No pavilhão: Videogame saga, torneio de videogame, comix book shop



Nas tendas: exposições: ikebana, pintura infantil, ilustração, origami, cardgame/RPG, oficinas de shod&333;, sumiê, oshibana, washiê, mangá, go, soroban, kirie, origami, haikai



Estacionamento gratuito.



Elke Lopes Muniz


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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dia 9 de Julho Grande Show ao Vivo Com Tinoco

A politização da economia



O modelo neoliberal colocou a economia acima da política, condicionando os países às regras do mercado e buscando eliminar suas soberanias. As discussões políticas, assunto de botequim, que sempre entusiasmaram os cidadãos em todos os tempos, se transformaram em debates técnicos, fora do alcance da maioria, com efeito desmobilizador estratégico. A economia sempre teve e terá papel determinante na política, mas não pode ser o único elemento a direcionar as ações dos governos, que precisam ter um olho no crescimento e outro no bem estar das populações.


Se a política se “economizou”, digamos assim, a economia se politizou, principalmente nas páginas dos jornais. O que não seria uma contradição, já que são atividades complementares, torna-se maléfico pelos objetivos que esconde. A "economização" da política afasta o cidadão do que o atinge diretamente, e a politização da economia o impede de ver o país real.

O noticiário econômico é, frequentemente, dominado por questões do interesse do mercado, como o aumento da taxa de juros, o que leva o tema da inflação a se perpetuar nas páginas, mesmo quando os indicadores já mostram o arrefecimento da alta momentânea. A leitura dos jornais passa uma idéia de que o Brasil se debate com uma inflação preocupante e está à beira da paralisação, quando a realidade é bem diferente.

Basta dar uma olhada no cenário internacional para ver como o país se posiciona. A dívida dos Estados Unidos já atingiu o limite legal de US$ 14,3 trilhões, e o governo pede a elevação do teto sob pena de sérios prejuízos aos títulos do Tesouro. A Europa enfrenta uma crise séria nos países mais pobres da zona do euro, com o os conflitos nas ruas da Grécia avisando Espanha, Irlanda e Portugal o que as espera amanhã.

Enquanto isso, o Brasil, um dos primeiros países a sair da crise financeira global, justamente por enfrentar politicamente a questão econômica, projeta seu futuro com entusiasmo diante de elementos concretos, como a exploração do pré-sal, as políticas públicas desenvolvimentistas e a necessidade de melhorar a infraestrutura para o crescimento e para a Copa do Mundo e a Olimpíada que se aproximam.

A realidade que o país vive é de expansão e não de recessão ou temores. O noticiário econômico poderia estar recheado de boas notícias se fosse do interesse dos grandes meios destacá-las. As novidades estão aí e é impossível evitá-las. Não ocupam as manchetes, mas têm alto impacto mesmo que não priorizadas. A busca por engenheiros por parte das empresas é incessante para projetos nas áreas de mineração, do petróleo, da construção civil e de infraestrutura. E os projetos são todos de longo prazo, o que permite enxergar um ciclo virtuoso para o país.

O pré-sal, que muitos trataram como fictício, eleva os investimentos da Petrobras e atrai conhecimento para o país. Por meio de notícia que também não foi manchete, sabe-se que já não existe mais espaço para empresas se instalarem no centro de pesquisa da UFRJ, no Rio de Janeiro. E não se trata de internacionalização das nossas riquezas. Todas atuam como parceiras da Petrobras e são obrigadas por lei a destinar 1% da receita bruta obtida com a exploração de petróleo a atividades de pesquisa.

As perspectivas brasileiras são as melhores possíveis. E se olharmos o país um pouco além das previsões das aves de mau agouro, é possível vislumbrar um cenário positivo de crescimento econômico de longo prazo, que o país não experimenta desde os anos gloriosos de 1930 a 1980.

TV de primeira classe


Ao participar dos encontros virtuais via Facebook com colegas da extinta TV Manchete, relembrando juntos momentos importantes de uma TV que poderia estar dando certo, me vem a pergunta. Por que os Bloch não conseguiram manter a emissora que ganharam do governo militar, que temia deixá-la nas mãos do então poderoso Jornal do Brasil?


Mas essa é uma outra história. Na coluna de hoje, quero lembrar que, quando o sinal da TV Manchete entrou no ar nos primeiros anos da década de 80, foi um rebuliço. Na época eu era repórter e apresentadora da Globo e soube que a alta direção do jornalismo reuniu-se para ver junta a estréia do primeiro telejornal da emissora do Russel.

O comentário entre os índios da aldeia global foi de que os caciques, apesar de não sentirem ameaçada a sua hegemonia, ficaram com a orelha mais em pé do que de costume, e passaram a observar de perto aquele canal charmoso, com cenários futuristas e liberdade de expressão. Coisa que a Globo nem sonhava, na época.

A Manchete seguiu crescendo. Seus repórteres na rua trabalhavam com tanta garra e determinação que muitas vezes "furavam" os da Globo. A direção da emissora, por sua vez, acompanhava a euforia e a vontade de ser uma TV de verdade, de igual pra igual com a líder de audiência que, até então, nunca perdera o primeiro lugar de audiência, em qualquer horário.

E aí chegou Pantanal, a novela que fez tremer os alicerces do Jardim Botânico. Com direção de Jaime Monjardim, que era apenas mais uma promessa na emissora dos Marinho, tornou-se a maior sensação na dos Bloch usando e abusando dos close ups dos atores para dar mais emoção às cenas.

E nós, Eliakim e eu, que também já havíamos deixado a Globo a convite da Manchete para assumir o jornal principal, estávamos lá na luta. Foi na sala do diretor de jornalismo Mauro Costa que conhecemos a famigerada maquininha do Ibope que mede minuto a minuto a audiência das emissoras.

Na Globo, esse equipamento era exclusividade da direção, na Manchete qualquer funcionário tinha acesso. Qualquer um podia acompanhar o sobe e desce dos números da audiência, como se fosse um video game. Estamos falando de 1989, não sei como funciona hoje.

E vieram muitas vitórias da Manchete. Outras novelas, mini-séries, shows, documentários de alto nível, programas humorísticos que faziam humor de verdade sem apelar pra pornografia, coberturas de carnaval que não privilegiavam escolas... Tudo era transmitido, nada era censurado, bem diferente do jargão paquidérmico global que vivia repetindo ”Programação normal e o melhor do carnaval”. Na Manchete era “folia total e tudo do carnaval!”

Enfim, são tantas as histórias que evidentemente não terei espaço para contá-las aqui. Só quis registrar essa agradável e saudosa lembrança que veio à tona, em centenas de ex-funcionários que encontraram no Facebook a sua tribuna livre, onde podem relembrar desde fatos do dia a dia que nos marcaram de alguma maneira, até os últimos e tristes dias da emissora, sonho de muitos profissionais que esperavam uma virada no totalitarismo global.

Se estivesse ainda viva, a Manchete seria hoje, se não fosse contaminada pelas demais, uma exceção no meio do lixo despejado diariamente pelos demais canais nos lares do Brasil. Sem dúvida, uma grande perda para o telespectador brasileiro que sentiu o gostinho de uma programação, como anunciava seu slogan, de primeira classe.

5 Comentários recebidos

    • Em 15/06/2011, Silvio Rocha escreveu:

      Sem sombra de dúvida a Manchete foi uma emissora que deixou saudades, inovou no Telejornalismo e na Dramaturgia além de dar Show em outros segmentos. Era uma alternativa de qualidade ante a acomodação da Vênus Platinada. Hoje vendo a emissora que a sucedeu no Dial fico imaginando o quanto perdemos. Leila, obrigado por relembrar este tempo.

    • Em 15/06/2011, J. Magalhães escreveu:

      Muito gostoso relembrar a qualidade que tinha a Manchete. Não tinha a apelação e o baixo nível da Record e Globo nessas porcarias de reality show. Você tem razão, Leila, foi uma pena que a família bloch não teve competência para administrar um patrimônio publico como esse. Parabéns pelo artigo.

    • Em 15/06/2011, noberto melchior escreveu:

      E, salvo engano, foi a estréia do Programa de HUMOR: "ASDRÚBAL TROUXE O TROMBONE", hoje, Casseta e Planeta, na Globo!

    • Em 15/06/2011, Telmo Souza escreveu:

      Ainda hoje, Leila, estava comentando sobre o lixo que nos entra pela casa, assim que ligamos a TV. E eu tenho saudades, também, da Manchete. E note que dito amigo é um jovem (claro que jovem arejado). E, de madrugada quando só se veê pastores e os piores filmes ou programa integral de propaganda de produtos, caso da CNT. E não vejo expectativa de melhoria.

    • Em 15/06/2011, Carlos Alberto do Almo escreveu:

      Infelizmente vivemos em um país onde se dá R$ 500 em um tenis de gosto para lá de duvidoso, e se acha caro R$ 20 em um livro de qualidade. Não temos uma sociedade em que se consuma cultura, como a que era apresentada na TV Manchete. E com isso, fica cada dia mais essa sanha pela audiencia com apelação, , muitas "desfrutáveis" por assim dizer; e nosotros cada dia mais sem alternativas. Sequer a TV paga nos dá hoje uma alternativa como já deu um dia. Basta desligar a TV, pegar um livro na estante, e relaxar diante de um país que esta cada dia mais analfa culturamente falando. Quem sabe se, Eike Batista, resolve com seus tentáculos brincar de ter tv? rsrs Não custa sonhar né? Acho que só com um magano assim, teriamos algo de qualidade. Espero que meus netos possam ter esse previlégio. Obrigado pela atenção e parabéns pelo excelente veículo.