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terça-feira, 12 de abril de 2011

Faetec Rio de Janeiro Cursos Gratuitos 2011





Como de costume os moradores e moradoras do estado do Rio de Janeiro vão ter oportunidades de estarem realizando um dos cursos gratuitos da Faetec 2011 – a Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia já iniciou sua inscrições para 33.213 vagas em cursos profissionalizantes totalmente grátis em unidades da Faetec em todo o Estado da cidade maravilhosa.




Os interessados e interessadas vão ter ate o dia 18 de abril para se inscreverem. As aulas vão acontecer nos Centros de Educação Tecnológica e Profissionalizante (Cetep), nos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT) e em outras unidades. Não percam! Os interessados ou interessadas em se candidatar para uma das vagas é necessário que os mesmos consultem o seguinte site: http://www.faetec.rj.gov.br/.



É através do site da Faetec Rio de Janeiro (logo a cima) que será possível conferir os endereços e que cursos são oferecidos em cada escola. É importante ressaltar que as vagas vão ser preenchidas por meio de sorteio, que esta prevista para acontecer a partir do dia 19 de abril. A escolha é aberta ao público e acontece nas unidades onde os cursos serão ministrados.



O início das capacitações ofertadas está marcada para o dia 9 de maio. E para participar da seleção é necessário ter, no mínimo, 16 anos de idade. Não fique de fora dessa grande chance! Confira a seguir os locais onde serão disponibilizados os cursos gratuitos 2011 e as capacitações que vão ser ministradas em cada unidade:





Ceteps Rio


Alemão 287 vagas:



- confeiteiro; instalações elétricas prediais; cabeleireiro; salgadeiro (massa salgada); bombeiro hidráulico; depilação; manicure e pedicure; informática I; informática II; inglês; e francês.



Batan 195 vagas:



- cabeleireiro; manicure e pedicure; camareira; informática I; informática II; inglês; e espanhol.



Catumbi 275 vagas:



- cabeleireiro; maquiagem; depilação; manicure e pedicure; bordado à mão; informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; inglês; e espanhol.



Chapéu Mangueira 200 vagas:



- confeiteiro; cabeleireiro; salgadeiro (massa salgada); manicure e pedicure; informática I; inglês; francês; e espanhol.



Ilha do Governador 345 vagas:



- confeiteiro; cabeleireiro; maquiagem; corte e costura; modelista (aperfeiçoamento); salgadeiro (massa salgada); padeiro (panificação); depilação; manicure e pedicure; bordado à mão; confecção de peças íntimas (aperfeiçoamento); informática I; informática II; inglês; e espanhol.



Ipanema 330 vagas:



- informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; Access; Linux; redes e cabeamento; computação gráfica; inglês; e espanhol.



Irajá 342 vagas:



- instalações elétricas prediais; cabeleireiro; auxiliar de escritório; manicure e pedicure; operador de telemarketing; técnicas de vendas; informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; inglês; e espanhol.



Jacaré 175 vagas:



- cabeleireiro; maquiagem; padeiro (panificação); depilação; manicure e pedicure; bordado à mão; inglês; e espanhol.



Jacarepaguá 260 vagas:



- cabeleireiro; maquiagem; corte e costura; padeiro (panificação); depilação; manicure e pedicure; informática I; montagem e manutenção de computadores; inglês; e espanhol.



Mangueira 410 vagas:



- informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; Access; criação de sites; redes e cabeamento; web design; visual basic; computação gráfica; inglês; e espanhol.



Marechal Hermes 355 vagas:



- informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; Access; criação de sites; web design; computação gráfica; inglês; francês; e espanhol.



Quintino 442 vagas:



- confeiteiro; cabeleireiro; maquiagem; garçom; corte e costura; alfaiate; modelista; auxiliar de cozinha; cozinheiro; refrigeração; salgadeiro; padeiro; depilação; manicure e pedicure; prática de montagem; auxiliar de lavanderia; tingimento; bordado à mão; confecção de peças íntimas; inglês; francês; e espanhol.



Santa Cruz 410 vagas:



- informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; Linux; redes e cabeamento; AutoCad 2D; AutoCad 3D; web design; computação gráfica; inglês; e espanhol.



Santa Marta 272 vagas:



- instalações elétricas prediais; cabeleireiro; maquiagem; corte e costura; bombeiro hidráulico; manicure e pedicure; informática I; informática II; inglês; e espanhol.



Tijuca 250 vagas:



- informática I; informática II; Access; Linux; computação gráfica; inglês; e espanhol.



Vaz Lobo 95 vagas:



- cabeleireiro; $ção; manicure e pedicure; informática I; informática II; inglês; e espanhol.



Vila Isabel 215 vagas:



- cabeleireiro; corte e costura; padeiro (panificação); manicure e pedicure; informática I; informática II; inglês; e espanhol.


Alemão 722 vagas:




- informática básica; montagem e manutenção de computadores; modelagem/corte e costura; bordado; refrigeração; inspetor de split; bombeiro hidráulico; eletricista predial; telemarketing; assistente administrativo; e recepcionista.



Bangu 905 vagas:



- recepcionista hoteleiro; auxiliar de cozinha; copeiro; cozinheiro; panificação; masseiro; confeitaria; espanhol para turismo; Tecnologia da Informação; montagem e manutenção de computadores; operador de telemarketing; assistente de gerência hoteleira; camareira; barman; inglês para turismo; e garçom.



Cidade de Deus 1.397 vagas:



- assistente administrativo; estoquista; recepcionista hoteleiro; recepcionista; promotor de vendas; rotina de departamento pessoal; auxiliar de restaurante; copeiro; cozinheiro; apontador de obras; $predial; carpinteiro de formas; encanador/bombeiro hidráulico; pedreiro; ladrilheiro; pintor; espanhol; montagem e manutenção de computadores; Tecnologia da Informação; operador de telemarketing; camareira; barman; inglês; e garçom.



Correios 941 vagas:



- assistente administrativo; armador; apontador; eletricista predial; encanador/bombeiro hidráulico; pedreiro; manutenção de eletrodomésticos; ladrilheiro; carpinteiro de formas; montagem e manutenção de computadores; Tecnologia da Informação; refrigeração, mecânica e instalação de ar condicionado tipo split; manicure e pedicure; maquiagem; cabeleireiro; e operador de telemarketing.



Ilha do Governador 240 vagas:



- apontador; eletricista predial; encanador/bombeiro hidráulico; pedreiro; ladrilheiro; pintor; e carpinteiro de formas.



Quitungo 480 vagas:



- estoquista; inglês; francês; espanhol; Tecnologia da Informação; manutenção de aparelhos esportivos; manicure e pedicure; espanhol para turismo; e esteticista corporal.



Santa Cruz 200 vagas:



- eletromecâ$de autos e injeção eletrônica GNV.




Outras unidades


Hotel Popular 275 vagas:



- garçom; camareira; informática I; informática II; inglês; francês; e espanhol.



ETE Maria Mendes 150 vagas:



- padeiro (panificação); informática I; informática II; inglês; e espanhol.



ETE Engenheiro Silva Freire 170 vagas:



- informática I; informática II; montagem e manutenção de computadores; inglês; e espanhol.



Oficina de Beleza 90 vagas:



- cabeleireiro; maquiagem; depilação; e manicure e pedicure.



Esei Santa Cruz 80 vagas:



- soldagem MIG-MAG; instalações elétricas prediais; eletrônica básica; e refrigeração.



Inscrições/local

As inscrições devem ser realizadas diretamente na unidade na qual o aluno deseja estudar. Lembrando que para a inscrição é necessário ter em mãos carteira de identidade ou certidão de nascimento, ambos originais. Aproveitem esta oferta e boa sorte a todos!





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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ivete Sangalo ganha prêmio de melhor show brasileiro nos EUA

www.xfm.com.br



Ivete Sangalo ganha prêmio de melhor show brasileiro nos EUA



Ivete Sangalo começa a colher os frutos de seu grandioso projeto da gravação do DVD no Madson Square Garden, em Nova York, no mês de setembro de 2010.



A musa do axé, que contou com as participações especiais de Seu Jorge, Nelly Furtado, Juanes, Diego Torres, entre outros, ganhou o prêmio de melhor show brasileiro nos Estados Unidos e contou a novidade em seu Twitter:



“Olha que coisa linda!!! Meus fãs, meus amores, me deram mais um especial presente! Brazilian International Press Award. Prêmio de melhor show brasileiro nos EUA. Obrigada, obrigada! Divido o prêmio e essa alegria com vocês!!!”, escreveu ela.



A morena levou para casa o troféu Brazilian International Press Award, na categoria de Melhor Show/Turnê de 2010, após gravar seu mais novo CD e DVD Ivete Sangalo no Madison Square Garden, em setembro.



Esse é reconhecidamente um dos prêmios mais importantes para divulgar a cultura brasileira no exterior.



O prêmio foi criado em 1997 e visa homenagear personalidades, instituições e iniciativas que tenham o comprometimento com a promoção cultural.






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Vote na SOS Mata Atlântica na fase final do Prêmio GreenBest!

domingo, 10 de abril de 2011

Afinal, direita ou esquerda?



Na política, a esquerda pretende que todos recebam dos Poderes Públicos tratamento absolutamente igual, em termos de sobrevivência. Em outras palavras: ou todos são ricos igualmente, ou todos são pobres igualmente. Neste caso, os bens materiais pertencem exclusivamente ao Estado, que se encarrega de distribuí-los, fazendo-o de modo a "eliminar" ricos e pobres. Nem mais para uns, nem menos para outros.


Para início de conversa, a igualdade absoluta, quaisquer que sejam os seus termos, não passa de uma grande utopia. A própria natureza se encarrega de fazer-nos diferentes uns dos outros, tanto que, para ser forte e saudável, não basta ser rico. O recente drama do falecido ex-Vice-Presidente brasileiro, José Alencar, disso é um exemplo gritante. Portador de um câncer tenaz, submeteu-se às melhores e mais caras assistências médico-hospitalares do mundo, mas, nem por isso recuperou totalmente a saúde, de forma a sobreviver com algum conforto físico.

O regime de pretensa igualdade absoluta jamais propiciaria riqueza para todos, porque sempre haveria um seleto grupo de privilegiados. Alguns (minoria) andariam em veículos próprios, ou, se se preferir, em veículos de uso exclusivo, enquanto outros (maioria) não teriam a mesma prerrogativa. A minoria justificaria aquele direito por ser a administradora do Estado, mas, com ela, estariam seus auxiliares e familiares. "Prestando serviços" aos cidadãos, na árdua tarefa de gerenciar os negócios governamentais, não seria concebível aquela minoria locomover-se a pé, ou em veículos de uso coletivo. Suas dependências oficiais e domésticas seriam de nível superior, compatível com o status dos seus ocupantes e, nas respectivas mesas, não faltariam alimentos de boa qualidade.

Nunca fui um militante da esquerda, porém, dela e de seus adeptos estive, durante longo tempo, muito próximo e íntimo. Entre eles, adeptos da esquerda, não me recordo de ter conhecido sequer um que não apreciasse um puro "scotch" 12 anos, um genuíno Rolex de ouro e um carro zero, último modelo, apetrechos com os quais os desafortunados estão proibidos de sonhar.

No Brasil, tudo que há de ruim e de errado é atribuído à direita, mesmo que os fatos demonstrem o contrário. Quando Paulo Maluf, Prefeito da cidade de São Paulo, direitista de carteirinha, construiu os primeiros piscinões para contenção de enchentes, a esquerda dizia que eram obras "faraônicas" e desnecessárias. Quando Marta Suplicy, companheira-petista "top" de linha, ocupou o mesmo cargo e deu prosseguimento à construção dos piscinões, as respectivas obras deixaram de possuir ditas características. Para disfarçar e "dar o diploma" aos menos esclarecidos, a esquerda dizia que os piscinões de Marta eram mais úteis que os de Maluf, porque construídos em áreas da pobreza !

As privatizações feitas pela direita sempre objetivaram beneficiar meia dúzia de particulares abonados, transferindo-lhes atividades públicas altamente rentáveis. As privatizações feitas pela esquerda sempre objetivaram transferir a particulares, trouxas, claro é, atividades públicas altamente deficitárias. A criação de novos Ministérios e Secretarias pela direita sempre funcionou como trem da alegria dos seus apaniguados, enquanto idêntica iniciativa feita pela esquerda sempre objetivou estabelecer condições ideais de enfrentamento e solução de graves problemas sociais. Nesta última hipótese enquadra-se a recente criação, pelo Governo de Dilma Rousseff, da SAC - Secretaria de Aviação Civil, a quem a ANAC deverá ficar subordinada. Não será surpresa se, no futuro, vier a ser criado o MAC - Ministério da Aviação Civil, a ele se reportando a SAC e a ANAC !!!

Não pretendo defender a chamada direita e seus eventuais integrantes. Quem me conhece sabe que a direita tem mais razões que a esquerda para querer manter distância de mim, não fosse por nada, pela minha declaração de simpatia a Lula, depois de anos de permanência no lado oposto. Durante os dois mandatos de FHC e de Lula, o meu padrão econômico manteve-se estável. Se FHC não criou, para mim e para um enorme contingente de aposentados do INSS, melhores vias de sobrevivência, com um benefício previdenciário mais condigno, Lula também não o fez. Agradou-me, em Lula, sua firme e corajosa mudança de postura na política externa, dando de ombros ao gigante norte-americano, diferentemente do procedimento dos seus antecessores.

No fundo, direita e esquerda não passam de uma enorme enganação, inventada pelos mais espertos apenas para tomada e revezamento no poder. Tanto uma, como a outra, já fizeram besteiras monumentais e realizaram obras de indiscutível valor. Nestas missões, ambas já saquearam e já pouparam o erário. Dizer que FHC, Serra, o falecido Mario Covas e tantos egressos do antigo MDB são ou foram da direita é uma blasfêmia. Todos são ou foram produtos da esquerda e assim cansaram de declarar. Acontece que outro grupo da esquerda, não encontrando muito espaço entre aqueles ex-emedebistas, acabou por compor a esquerda da esquerda, com a fundação do PT.

Na primeira constituição do Brasil, outorgada em 1824, em pleno império, numa época de ostensiva separação de castas, divididas em nobreza, clero e povo, encontra-se a também primeira grande declaração daquilo que, hoje, seria próprio de uma democracia liberal. A Carta Magna imperial fez constar, no seu artigo 179, inciso XV, que os cidadãos participariam nas despesas do Estado na proporção dos seus haveres.Como se vê, muito antes da direita e da esquerda, a realeza já tinha aberto o caminho na direção da socialização.

Sejam os políticos apenas competentes e honestos, nada mais, jogando no lixo conceitos demagógicos sobre direita, esquerda e variantes. Entretanto, a prevalecer a distinção, quem for da direita não deve envergonhar-se de manifestar esta opção, como se agora fossem os direitistas os comedores de criancinhas. O mesmo se aplica aos militares, cujo distanciamento das funções públicas a eles imposto é injustificável.


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Órgão, emigrante, entra ,em, crise




Publicado em 10/04/2011


Órgão emigrante entra em crise

Berna (Suiça) - Apenas seis meses depois de empossado, surge uma crise dentro do conselho de emigrantes, CRBE, que deveria provocar uma sua reavaliação conceitual pelo novo governo. A crise aparente é a insatisfação de muitos suplentes por não serem informados pelos titulares eleitos e de sequer poderem ir participar, mesmo como observadores, da reunião do CRBE, do 2 ao 6 de maio, em Brasília.

Na verdade, há uma disfuncionalidade provocada talvez pela distância entre os membros do CRBE, agravada por uma dificuldade de comunicação e de avaliação das expectativas e mesmo pela não integração de alguns membros dentro do grupo de trabalho. Muitos se queixam da falta de retorno e de um contato próximo da Subsecretaria dirigida por diplomatas, à qual está subordinado o CRBE, enquanto uma minoria de membros cumpridora de suas tarefas constata um imobilismo quase geral.

Porém, essa avaria funcional não é a causa principal. Ela decorre de um erro conceitual de criação. A falha não está na diferença de capacidade organizacional dos membros e nem na maneira protocolar como são tratados pelo Itamaraty, mais habituado com uma direção verticalizada. A falha vem do projeto inicial.

O erro foi o de começar pelo fim e não pelo começo. Como se procurou frisar na I Conferência de emigrantes, em julho de 2008, o ponto de partida deveria ter sido uma Comissão Mista de Transição para se estudar e avaliar a instituição de um órgão emigrante independente do Itamaraty. A função do MRE seria, naquela época, só a de lançadora do projeto de uma política brasileira de emigração.

Porém, o governo, mal orientado e desconhecendo sua própria emigração, optou pela fórmula paternalista de se criar um conselho de emigrantes encarregado de assegurar a interlocução, a palavra enfática utilizada, entre o governo e os emigrantes. Só que a teoria na prática é outra coisa.

Como se iria criar um conselho representativo dos emigrantes ? Optou-se por eleições e foram eleitos representantes de grupos e apenas alguns representantes de emigrantes. Com receio de serem ultrapassados pelos emigrantes, o Itamaraty lhes concedeu apenas uma assessoria sem qualquer poder de escolha ou de decisão. As eleições intempestivas, pois o mandato de Lula ia terminar e se queria concluir o mostruário da política da emigração, ocorreram sob denúncias de fraudes e de votos de cabresto.

O resultado foram 28 mil votantes num total de 3,5 milhões de emigrantes, uma proporção ridícula em termos de representatividade. E qual a função desse órgão hipoteticamente representativo dos emigrantes ? Apresentar ao governo as reivindicações dos emigrantes. E, depois de terem sido detectadas umas 150 demandas principais, já se começa a cair forçosamente numa repetição anual.

Tudo se torna extremamente frustrante, quando se sabe que o governo pelo MRE discutiu com os outros ministérios e entidades governamentais as principais reivindicações dos emigrantes na III Conferência de emigrantes, sem a presença dos representantes dos emigrantes no CRBE. Só uma voz se levantou para manifestar sua estranheza diante disso, porém os outros, conscientes de sua incapacidade de poder fazer alguma coisa, discutiam cartões de visita.

A gota d´água foi uma consulta feita por um dos conselheiros eleitos ao ter descoberto, meio por acaso, que um dos titulares não poderia participar de todo o encontro do CRBE em maio, em Brasília. Para evitar que essa irregularidade ocorresse, a consulta invocava a necessidade da convocação do suplente subsituto. E aí ocorreu o inacreditável – o Itamaraty interferiu junto ao empregador do titular impossibilitado de comparecer, para obter sua dispensa. E conseguiu.

Só que – e aí o chamado escândalo – descobriu-se que o empregador do titular era o Consulado de Barcelona, ou seja, o titular do CRBE tinha conseguido recentemente um emprego no Centro de Estudos Brasileiros daquela cidade. Ora, de tutor do movimento emigrante, o Itamaraty tinha conseguido ser também parte integrante do Conselho de Emigrantes. E, se ninguém protesta quando o chamado Conselho de Cidadania dos emigrantes terá como presidente o consul local, imaginou-se que ninguém levantaria a objeção de incompatibilidade função.

É verdade que o membro do CRBE exerce uma função voluntária, não remunerada (bastante econômica para o Itamaraty que aposta na vaidade de cada um) mas, segundo o decreto de criação, trata-se de função de alta relevância e, por isso, sua representatividade dos emigrantes não pode ser acumulada com o exercício de uma função, mesmo por contrato local, numa repartição pública federal.

O vínculo empregatício advém do recibo de pagamento, se o salário foi versado por um órgão do governo, cria-se a presunção de assalariado do governo e, portanto, impossibilitado de exercer ao mesmo tempo um cargo privativo de emigrantes. No caso de a recente criação do CRBE não ter provocado um regulamento a respeito, decorre uma incompatibilidade deontológica ou moral.

Porém, o governo poderia utilizar esse quiproquó no CRBE para reavaliar sua política da emigração. Como disse um conselheiro suplente, « o governo assinou um Decreto criando o CRBE, mas nada impede que assine um outro Decreto ».

A solução, como temos afirmado desde 2007, é começar pelo começo e criar primeiro uma Secretaria de Estado dos Emigrantes, que com um quadro misto competente, com a contribuição de todos os Ministérios, fixará as linhas estruturais da política de emigração. Ao mesmo tempo, a bancada do governo obterá do Cogresso a PEC criando os parlamentares emigrantes e, em terceiro lugar, se criará um amplo Conselho de Emigrantes.

E, coisa fundamental, tudo deverá ser feito sem a tutela do Itamaraty, inspirado num conceito de autodeterminação dos emigrantes.

PS. Apesar dessa questão em debate ter provocado reações pessoais, enfatizo mais uma vez que se trata de uma questão conceitual e política, que não envolve nem conselheiros do CRBE e nem diplomatas do Itamaraty, considerados como pessoas.


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Repórter se esconde em armário da CBD



Publicado em 10/04/2011


Repórter se esconde em armário da CBD

Na Era de Ouro do grande Jornal do Brasil – entre 1950 e 1970 – a editoria de esportes era rigorosamente imbatível. Por lá passaram, entre outros, Fernando Horácio, Sérgio Noronha, Marcos de Castro, Oldemário Touguinhó, Dácio ‘Malandro’ de Almeida, José ‘Moderno’ Inácio Werneck, Alcimar ‘Pau de Arara’ Rocha, Sandro Moreyra, João Máximo, Moacir Japiassu e o insuperável colunista Armando Nogueira. Não conto essas histórias por ouvir contar: conto porque modestamente estava lá entre eles. E havia também Victor Garcia (basquete e vôlei), Délio Bueno (iatismo) e Yllen Kerr (caça Submarina). É aí que começa a novela da semana.

Veteranos de guerras passadas no jornalismo pátrio, Apolônio Barbosa cobria CBD e Arthur Parahyba Dias, Federação Carioca. Parahyba, embora tranquilo, sempre chegava tarde à redação e cabia a mim copidescá-lo. Já Apolônio era guerreiro raivoso. Se não trouxesse uma bomba da CBD, lá na Rua da Alfândega, ficava meio acabrunhado e era gozado principalmente por Sérgio Noronha (que até compôs uma musiquinha irônica para ele). Mas Apolônio não se abatia. No dia seguinte lá estava ele na CBD à cata de uma mutreta ou de uma notícia bomba.

É óbvio ululante que a turma da CBD tinha receio dele. Às escondidas, tramavam notícias que seriam manchete. O que fez Apolônio Barbosa? Fez o rigorosamente improvável. Chegou mais cedo à CBD e escondeu-se – vejam que audácia – em um armário de aço, quase vazio, onde seria realizada uma reunião importante. E lá, apertado como uma sardinha em lata, foi anotando tudo. De repente, um imprevisto. O dirigente Medrado Dias – ligado ao Vasco da Gama – lembrou-se de um detalhe e ao abrir a porta do armário de aço deu de cara com Apolônio.

Foi um alvoroço. Medrado queria aplicar um corretivo em Apolônio, Apolônio queixou-se de que estava sendo boicotado e Medrado, sabendo que Apolônio pertencia ao time do Jornal do Brasil, baixou a guarda porque percebeu que seria um escândalo de proporções gigantescas virar notícia como agressor de um repórter de um grande jornal. Por fim, como se esperava, ficou tudo como dantes no quartel de abrantes. A reunião foi encerrada e Apolônio apareceu furibundo no JB.

A fim de evitar novos e perigosos confrontos, a editoria de esportes do JB mexeu no time: Apolônio foi para a Federação Carioca e Parahyba, para a CBF.

Infelizmente o tempo passou e ambos já se foram. Mas para mim, iniciando a carreira, ficou a lição: para se conseguir uma notícia vale tudo.


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Quando a violência mata o esporte


Publicado em 10/04/2011


Quando a violência mata o esporte

Frequentei o Maracanã muitas vezes nas décadas de sessenta e setenta. Como torcedor do Vasco, não perdia um só jogo do chamado “clássico dos milhões”, que reunia as maiores torcidas do Rio, as de Vasco e Flamengo. Tive mais alegrias que tristezas naquele período.

Lembro-me que, ao final dos jogos, torcedores das duas equipes desciam a rampa do estádio lado a lado, com os vencedores cantando e gritando palavras de gozação aos vencidos. Não havia cordões de isolamento de policiais separando a turba ruidosa e nem por isso a porrada comia. E olha que, na época, um Vasco e Flamengo reunia 100 mil pessoas, na arquibancada, geral e cadeiras do Maraca. Quando o número era menor que esse, as duas torcidas se uniam num só coro: “ladrões.. ladrões”, assim que os alto-falantes anunciavam público e arrecadação.

Mas aqueles bons e românticos tempos mudaram e o crescimento da violência do Rio atingiu em cheio a frequência dos estádios de futebol. A barra ficou pesada para quem costumava levar a namorada ou a família ao jogo. Para evitar uma batalha de graves consequências, determinaram que a saída das torcidas seria por diferentes locais, uma pela rampa da estação ferroviária, outra pela rampa da Avenida Maracanã. Parece que a providência não surtiu efeito, pois grupos de torcedores radicais passaram a se encontrar fora do estádio para resolverem suas diferenças na base do cacete, em confrontos que muitas vezes terminam com a morte de algum deles. Ir sozinho ao estádio, vestindo a camisa do clube preferido, passou a representar risco de vida. Tem que andar em grupo ou em gang.

A violência livre e solta nos estádios só poderia resultar em queda nas arrecadações. A média de público nos jogos campeonato brasileiro gira hoje em torno de 20 mil pessoas. No Maracanã, quando ainda estava aberto, um público de 60 mil pessoas era comemorado com euforia pela cartolagem.

A pergunta é inevitável: teria sido o espetáculo do futebol irremediavelmente contaminado pela violência que se espalhou pelas cidades brasileiras ou campanhas educativas e uma atuação efetiva da polícia na proteção aos frequentadores - que não vão ao estádio para brigar - teriam evitado essa fuga dos torcedores?

Esta breve regressão ao passado me ocorreu porque esta semana, nos Estados Unidos, dois torcedores da equipe de beisebol dos Dodgers, de Los Angeles, agrediram, com tacos do tipo que é usado pelos atletas, um torcedor que vestia uma camisa da equipe adversária dos Giants, da vizinha cidade de San Francisco, na Califórnia. O incidente foi no estacionamento do estádio e o torcedor agredido, pai de dois filhos pequenos, está hospitalizado em estado grave.

Não se sabe exatamente como começou a agressão, o que se sabe é que o sinal de alerta acendeu e imediatamente veio a reação oficial. O prefeito e o chefe de polícia da cidade de Los Angeles e o executivo do time dos Dodgers foram para TV e numa entrevista coletiva repudiaram energicamente a agressão e prometeram aumentar a segurança nos estádios. Os próprios torcedores dos Dodgers fizeram o retrato falado dos dois agressores que estão sendo agora caçados pela polícia.

Claro, Brasil e EUA têm culturas diferentes. Mas o que prevalece no caso estadunidense é a política do cortar o mal pela raiz. O que está em jogo é o negócio do esporte, que é tratado de maneira profissional pelos executivos das equipes e da liga que administra o campeonato. Eles sabem que se não jogarem duro contra os desordeiros estarão matando a galinha dos ovos de ouro. Por isso, é uma tradição ver torcedores com camisas da equipe adversária lado com os torcedores do time da casa. Quem assiste aos jogos da NBA no Brasil já viu essas cenas na TV.

Uma franquia de um clube esportivo nos EUA custa uma grana preta – agora mesmo a tradicional equipe de basquetebol do Detroit Pistons foi vendida por 360 milhões de dólares. O esporte é um negócio como outro qualquer e os investidores querem retorno e, naturalmente, lucro. Para isso contam com uma bem azeitada estrutura da Liga que cuida com mão de ferro da disciplina entre os jogadores e da proteção aos frequentadores dos estádios.

Sei que é um sonho quase impossível a profissionalização do futebol no Brasil, conduzido que é por torcedores apaixonados que não têm uma visão global do esporte ou por aproveitadores que usam o clube como trampolim para a política. Mas, como diz a letra do samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, de 1992, sonhar não custa nada.

Em tempo: ‘Se eu soubesse que era para isso, eu não teria feito o negócio”. A frase de um dos vendedores da arma que acabou com as jovens vidas de Realengo não chega a surpreender. Ela revela a mentalidade de atravessadores do comércio clandestino de armas, comandado em muitos casos por gente que trabalha na proteção da sociedade. É só ter vontade política para investigar até o fim.


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